Quem Nunca? Cartilha aborda preconceito contra pessoas idosas

Publicado por: Redação
18/06/2022 03:27 PM
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A Central Judicial do Idoso (CJI) lançou a Cartilha Quem Nunca? - Reflexões sobre o preconceito em razão da idade. 

 

Trata-se de um guia de 24 páginas abordando a velhice e os direitos da pessoa idosa, oferecido ao público no contexto do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado nesta quarta-feira, 15/6. Clique aqui para ler a Cartilha.

 

O texto, escrito pelas juízas coordenadoras da CJI Monize Marques e  Christiane Campos, expõe mitos e estereótipos presentes no imaginário social acerca da velhice e busca identificar atitudes preconceituosas contra a população idosa. Algumas perguntas são direcionadas ao leitor para levá-lo a uma reflexão sobre sua própria atitude em relação ao tema: Você já reclamou das filas preferenciais? Você já quis estacionar nas vagas exclusivas? Você já tratou pessoa idosa como criança, referindo-se a ela com palavras no diminutivo?

 

O trabalho está alicerçado na ideia de que a ressignificação da velhice é imprescindível para a construção de uma sociedade que respeite e valorize os seus idosos, garantindo-lhes dignidade, autonomia e independência nessa fase da vida. “Somente desmistificando situações corriqueiras de práticas discriminatórias pode-se promover a dignidade na velhice. O combate à discriminação etária, também conhecida como ageismo, etarismo ou idadismo, deve ser feito de forma intencional”, explica Monize Marques.

 

A cartilha confronta mitos e fatos do envelhecimento. Entre os conceitos equivocados, está a ideia de que existe uma velhice típica, o que não é verdade, pois há diversos tipos de velhice, e o estereótipo de que todo idoso é dependente, quando, de fato, há muitos idosos autônomos e independentes. “É Importante mencionar que o preconceito etário em relação aos idosos pode ser baseado também em estereótipos compassivos, que realçam a dependência física e psicológica da pessoa idosa e estimulam a adoção de práticas sociais paternalistas e políticas protecionistas”, explicam as autoras, para quem o etarismo se apresenta, inclusive sob a roupagem de cuidado, produzindo uma influência poderosa sobre o comportamento das pessoas. 

 

O aumento da expectativa de vida das populações e consequente incremento no número de idosos em nossa sociedade justificam ações voltadas a ao bem-estar desse público. A Cartilha é uma dessas ações. A edição do material está entre as atribuições da CJI, no sentido de desenvolver campanhas educativas que objetivam o empoderamento da pessoa idosa e buscam erradicar ou, ao menos, diminuir os elevados índices de violência a que estão submetidas.

 

CJI

Central Judicial do Idoso, que em outubro completa 15 anos de funcionamento, é fruto de uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Defensoria Pública do DF. É um projeto pioneiro no Brasil destinado à pessoa idosa do Distrito Federal que tenha seus direitos ameaçados ou violados e que necessite de orientação e atendimento na esfera da Justiça. 

 

Clique aqui e saiba mais sobre a Central Judicial do Idoso.

 

Fonte: TJDFT

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