Conheça a Ucrânia: Sua luta por independência e democracia

Publicado por: Feed News
05/01/2024 12:15:29
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Cortesia Editorial Pixabay
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Ucrânia, sua independência e a luta para manter uma democracia

 

Ultimamente temos ouvido muito sobre a Ucrânia, mas poucos sabemos sobre sua origem. A história da Ucrânia é rica e complexa, remontando a milênios de cultura e tradição. Durante grande parte de sua história, a Ucrânia foi parte de impérios e estados vizinhos, incluindo o Império Russo e a União Soviética. No entanto, a busca pela independência sempre foi um elemento fundamental da identidade do povo ucraniano.



O século XX foi um período especialmente tumultuado para a Ucrânia. Após a Revolução Russa de 1917, a Ucrânia proclamou sua independência em 1918, mas a instabilidade política e as intervenções estrangeiras levaram à sua incorporação à União Soviética em 1922. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Ucrânia sofreu terríveis consequências, incluindo a fome provocada pelo Holodomor, uma grande fome artificial causada pela política russa de Joseph Stalin.



A busca pela independência ganhou novo impulso durante a década de 1980, quando a União Soviética começou a desmoronar. Em 1991, após um referendo, a Ucrânia declarou oficialmente sua independência da União Soviética. Este foi um momento histórico crucial, marcando o início de uma nova era para o país.



O preço da sua carta de liberdade e independência foi a troca pelo arsenal nuclear ucraniano herdado da antiga União Soviética.



Sim, a questão do arsenal nuclear foi um componente significativo nas negociações que levaram à independência da Ucrânia em 1991. Na época, a Ucrânia herdou um grande arsenal de armas nucleares da União Soviética, que incluía mísseis, ogivas e outros componentes nucleares.



Ao declarar sua independência, a Ucrânia tornou-se o terceiro maior detentor de armas nucleares do mundo, ao lado dos Estados Unidos e da Rússia. No entanto, em um esforço para promover a estabilidade regional e internacional, a Ucrânia concordou em desistir de suas armas nucleares em troca de "garantias de segurança" e assistência econômica.



As negociações resultaram no Memorando de Budapeste, assinado em 1994 por Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. Neste acordo, as partes forneceram garantias de segurança à Ucrânia em troca do compromisso ucraniano de eliminar seu arsenal nuclear. Como resultado, a Ucrânia concordou em aderir ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e começou a desmantelar suas armas nucleares.



Apesar do Memorando de Budapeste de 1994, que realmente fornecia garantias de segurança à Ucrânia em troca de seu compromisso de eliminar o arsenal nuclear, a Rússia violou essas garantias, com total omissão dos garantidores, ao anexar a Crimeia em 2014. A invasão da Crimeia pela Rússia ocorreu em meio a protestos políticos na Ucrânia e levou a uma escalada das tensões entre a Rússia e os países ocidentais.



O Memorando de Budapeste, na teoria, deveria ter fornecido uma garantia de integridade territorial à Ucrânia e isso definitivamente não foi cumprido. Hoje sabemos, a realidade é muito diferente, e a anexação da Crimeia pela Rússia não só desafiou as garantias do memorando, mas também desencadeou uma "série de sanções" internacionais contra a Rússia.



A situação na Ucrânia, especialmente em relação à Crimeia e ao conflito no leste do país, permaneceu um ponto de tensão nas relações internacionais. A interpretação e implementação de acordos internacionais muitas vezes são complexas e sujeitas a mudanças nas dinâmicas políticas e geopolíticas. A invasão da Crimeia destacou a fragilidade das garantias de segurança e colocou em evidência as complexidades das relações internacionais na região. O que se garantiu de fato foi a inutilidade da ONU e suas regras.



Sim, é fato, essa decisão de abdicar do poderio nuclear, foi um passo crucial para a estabilidade na região, mas também trouxe desafios, incluindo preocupações com a segurança e a influência russa. O processo de eliminação do arsenal nuclear ucraniano foi concluído em 1996, e desde então, a Ucrânia tem buscado construir sua segurança nacional e continuar seu caminho como uma nação independente.



A realidade que assistimos é bem outra, a transição para a independência não tem sido fácil. A Ucrânia enfrentou desafios econômicos, políticos e sociais significativos, incluindo a tentativa de construir uma democracia estável. A corrupção sistêmica e as lutas políticas internas complicaram o caminho para a consolidação democrática.



Um marco importante na história recente da Ucrânia foi a Revolução Laranja de 2004, um movimento popular que buscava eleições justas e transparentes. Embora tenha havido avanços democráticos, as divisões políticas e sociais persistiram. Em 2014, protestos massivos eclodiram em resposta à decisão do governo ucraniano, à época, aliado ao governo de Vlad Putin, de suspender um acordo de integração com a União Europeia e a OTAN. Esses protestos, que culminaram na anexação da Crimeia pela Rússia e no conflito no leste da Ucrânia, onde grupos separatistas pró-russos buscaram independência. "Separatistas", isso funciona mais ou menos assim, vamos chamar de operação cavalo de troia russo. A Rússia envia milhares de imigrantes para um determinado país ou região e depois ativa-os para desestabilização politica local. E o caso da Moldávia, Georgia, Finlândia entre outros. Então a Federação Russa, a pretexto de defender seu povo, ataca o país anfitrião.



A Ucrânia continua a enfrentar desafios para manter e fortalecer sua democracia, mas o desejo de liberdade e independência permanece profundamente enraizado na sociedade ucraniana. A comunidade internacional continua a apoiar os esforços da Ucrânia para construir uma nação democrática e próspera.



A Ucrânia, muitas vezes conhecida por eventos dolorosos, é muito mais do que as adversidades que enfrentou e enfrenta. Sua história é uma narrativa de resiliência, perseverança e a constante busca pela liberdade. Conhecer mais sobre a Ucrânia é abrir uma janela para uma cultura vibrante e uma nação que continua a moldar seu destino em meio aos desafios, inspirando outros na busca pela verdadeira independência e democracia.

 

Artigo pensado e pesquisado por:

Mike Nelson

Conteudista da The Mobile Television Network

 

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