Borrell, da UE, Adverte a Europa sobre a Dependência na Proteção dos EUA: O "Guarda-Chuva" Pode Não Estar Sempre Aberto

Publicado por: Feed News
16/04/2024 10:53:23
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Divulgação/Redes Sociais/Captura de Tela
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Borrell Destaca Incerteza sobre Proteção dos EUA em Meio a Variações Políticas

 

O principal diplomata da União Europeia, Josep Borrell, insta os países europeus a não confiarem cegamente na proteção oferecida pelos Estados Unidos, conforme relatado pela mídia internacional.

 

Borrell ressalta que o tradicional "guarda-chuva" de segurança dos EUA, em que os europeus confiaram desde a Guerra Fria, pode não estar disponível em todos os momentos. "Dependendo de quem está no comando em Washington, não podemos assumir que a América sempre estará lá para nos proteger", alerta. Ele destaca que é hora de a Europa acordar para essa realidade em constante mudança.

 

Além disso, Borrell enfatiza que as prioridades de cada membro da aliança podem mudar, o que torna ainda mais crucial para a Europa estar preparada para diversos cenários, inclusive a possibilidade de conflito. Ele adverte que um confronto em grande escala no continente, como o ocorrido na Ucrânia, já não é uma mera fantasia, citando a ameaça russa através de ataques híbridos aos Estados membros da UE. Borrell também aponta para o apoio declarado da China e da Rússia ao Irã, acrescentando uma dimensão adicional às tensões na região.

 

"A guerra está se aproximando ao nosso redor. Uma confrontação convencional de alta intensidade na Europa já não é mais uma hipótese distante", declara Borrell.

 

A OTAN se Prepara para Possíveis Escaladas

As preocupações de Borrell são ecoadas pelo presidente do Comitê Militar da OTAN, Almirante Rob Bauer, que enfatiza a necessidade de transformação na aliança diante de uma era de incertezas, na qual conflitos podem surgir a qualquer momento. Esses comentários surgem em meio a atrasos e limitações na assistência militar à Ucrânia por parte dos EUA e da UE.

 

Em janeiro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, advertiu que a hesitação do Ocidente em apoiar Kiev e os temores de uma escalada com a Rússia poderiam prolongar os combates por anos.

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